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Memória de Nossa Senhora Mãe da Igreja

Atualizado: há 5 dias

Se Maria é Mãe de Jesus, Cabeça, não poderá deixar de ser também Mãe dos seus membros. Maria é Mãe de todos os homens pela graça de Cristo Redentor.


Já dizia o padre São Luís Grignion de Montfort em seu tratado:

[30] “Como na geração natural e corporal há um pai e uma mãe, assim também, na geração sobrenatural e espiritual, há um pai, que é Deus, e uma mãe, que é Maria. Todos os verdadeiros filhos de Deus e predestinados têm a Deus por Pai e a Maria por Mãe; e quem a não tem por Mãe, não tem Deus por Pai.”

[32] “Se Jesus Cristo, Cabeça dos homens, nasceu dela, todos os predestinados, membros desta Cabeça, também d’Ela devem nascer, por uma consequência necessária. A mesma mãe não pode dar à luz à Cabeça sem os membros, nem aos membros sem a cabeça: isso seria uma monstruosidade da natureza. Do mesmo modo, na ordem da graça, a cabeça e os membros nascem também de uma só mãe. Se um membro do corpo místico de Jesus Cristo, quer dizer, um predestinado, nascesse de outra mãe que não fosse Maria, que gerou a Cabeça, não seria um predestinado nem um membro de Jesus Cristo, mas sim um monstro na ordem da graça.”


Assim se entende que Cristo é a cabeça da Igreja (Ef 1,22), e o povo, os membros (1Cor 12,27). Se Maria é Mãe de Jesus, Cabeça, não poderá deixar de ser também Mãe dos seus membros. Maria é Mãe de todos os homens pela graça de Cristo Redentor.

Maria é Mãe da Igreja por, pelo menos, dois motivos.

 O primeiro, e mais importante: ela é Mãe de Jesus Cristo; por isso mesmo, tem uma particular colaboração na nova economia da salvação. Isto é, o Filho de Deus assume dela a natureza humana, de modo a libertar o homem do pecado mediante o mistério de Sua carne.

O segundo, não menos importante: em toda a comunidade dos eleitos, ela é o melhor e mais perfeito modelo de virtude.

Anualmente, a partir de maio de 2018, ficou estabelecido que seja celebrada a memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, na segunda-feira após Pentecostes, conforme o Decreto Ecclesia Mater, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

“No alto da cruz, quando Jesus dá à Mulher o discípulo amado por seu filho (Jo 19,26), a Virgem Maria recebe, por herança, a filiação de toda a humanidade, ora representada por João, tornando-se a amorosa Mãe da Igreja, gerada por Cristo com o envio do Espírito Paráclito.” — Papa Francisco

A origem da devoção e do título, que encontramos até mesmo na tão conhecida ladainha de Nossa Senhora, remonta a séculos anteriores e possui marcos fundamentais na história da Igreja.

O título “Mãe da Igreja” foi utilizado pela primeira vez por Santo Ambrósio de Milão (338–397). Já está presente no pensamento de Santo Agostinho e São Leão Magno, no Credo de Niceia (325), e os Padres do Concílio de Éfeso (431) haviam definido Maria como “verdadeira Mãe de Deus”. Esse título, “Mãe de Deus”, retorna no Magistério de Bento XIV e Leão XIII.


O motivo da data: a celebração foi fixada na segunda-feira após Pentecostes porque essa data simboliza o nascimento da Igreja. A tradição lembra que Maria esteve reunida em oração com os Apóstolos e o Espírito Santo no Cenáculo, unida aos primeiros cristãos desde o início da missão da Igreja.

Nossa Senhora, Mãe da Igreja, rogai por nós!

 
 
 
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