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Solenidade de Pentecostes


50 dias após a Proclamação da Páscoa, entoamos hoje no dia de Pentecostes a sequência que traz em sua letra uma frase que resume bem o que é esta solenidade celebrada no dia de hoje: “Sem a luz que acode, nada o homem pode[...]” Sem a presença do Espírito Santo, o que seria a Santa Igreja? Por isso, não apenas no dia de Pentecostes, mas também no dia da ressurreição, os apóstolos recebem o Espírito Santo, para que através deles, esta luz que não se apaga, se acenda em nossos corações, pois sem o Espírito, mesmo nossas boas obras não teriam sentido algum.


Nosso saudoso Papa Francisco a respeito da ação do Espírito Santo diz o seguinte: “Ele é a novidade que opera no mundo, é a presença de Deus conosco e 'se une ao nosso espírito'. Sem o Espírito, Deus está longe, Cristo permanece no passado, o Evangelho é letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade domínio, a missão propaganda, o culto uma simples evocação e o agir humano uma moral de escravos". Em resumo, sem o Espírito a promessa de que Cristo não nos deixaria órfãos seria uma grande mentira, pois é o Espírito que acompanha a Igreja em todos os seus momentos e a conduz no caminho da verdade, é por Ele que o sucessor dos Apóstolos, o Papa, é escolhido, é pela ação do Espírito que os bispos são escolhidos, que jovens deixam tudo para seguir o Cristo no sacerdócio e na vida religiosa, e também é por esta ação invisível que a Igreja permanece viva junto ao Pai e ao Filho desde aquele dia em que junto com a Virgem Maria, os apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava, como ouvimos na primeira leitura de hoje.


O Espírito deve nos impelir a mudar de vida, a mudar nossa identidade, a nos provocar a sermos Igreja e não apenas parecermos ser Igreja, o que denotaria um grande pecado, pois ao aparentarmos ter uma identidade a qual não temos, é necessário ter a consciência de que não trazemos em nossos rostos a imagem e semelhança do Cristo, mas estaremos envolto num espírito imundo, querendo dar o nosso rosto àquilo que já tem uma identidade desde a eternidade, pois quando  Nosso Senhor afirma que “as portas do Inferno não prevalecerão”, é porque mesmo quando aparentemente a Igreja perca pelos erros dos seus filhos que falam em nome da Igreja, Ele está afirmando na verdade que a Igreja jamais morrerá, pois o princípio da vida é Espírito que a sustenta mesmo em tempos de ventos e tempestades impetuosas, os mesmo ventos que sopram sobre a casa construída sobre a rocha, mas que não é capaz de derrubá-la, pois esta rocha na qual a Igreja está construída, é o Espírito Santo, por meio de Cristo Jesus.


Por isso, retornando à sequência de Pentecostes citada no início, que possamos nos abrir a ação do Espírito, para que ao fim da vida, possamos ter como prêmio uma santa morte e possamos gozar das alegrias eternas no céu, onde nos encontraremos com a Santíssima Virgem e os Santos Apóstolos, que também alicerçaram sua vida e sua fé na rocha firme, repletos do Espírito que os animou na evangelização, nas dores do martírio, na solidão da prisão, mas tiveram ao fim o prêmio da eternidade. Que também nós possamos pedir que venha sobre nós o fogo, os dons do Espírito, e não tenhamos medo daquilo que Ele fará na nossa vida, mas deixemos que a transformação aconteça todos os dias para que sejamos um com Nosso Senhor em todas as nossas ações de cada dia.


Elvis Silva

 
 
 
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